Planejar o nosso futuro e o das famílias é muito importante. Não dá para aceitar de braços cruzados o velho dito popular, que tantas vezes escutamos dos nossos pais e avós: “onde come 2, 3 também come”, será?

 Em recente pesquisa feita pela Datafolha, confrontados com a possibilidade de voltar no tempo e fazer algumas mudanças, 15% dos entrevistados afirmaram que se pudessem, não teriam filhos, 24% gostariam de ter menos filhos, 21% gostariam de mais filhos; e 33% declararam que estavam felizes com o número de filhos.

 É sempre muito difícil saber a melhor hora de se ter um filho. Por isso, o planejamento familiar é tão importante para o casal. Decidir se a família irá crescer ou não e quando isso ocorrerá é uma ação consciente diante das dificuldades sociais e econômicas existentes. Programar o futuro permite aos casais a oportunidade de investir na carreira durante um período determinado, o que também beneficiará as crianças, já que os pais estarão mais preparados para proporcionar uma vida melhor para toda a família.

 Até a metade do século XX, poucas famílias brasileiras deixavam de ter cinco ou seis filhos. Havia uma lógica razoável por trás de natalidade tão altas: A maioria da população vivia no campo, numa época de agricultura primitiva em que as crianças pegavam no cabo da enxada já aos sete anos. Quantos mais braços disponíveis houvesse na família, maior a probabilidade de sobrevivência. Convivíamos com taxas de mortalidade infantil inaceitáveis para os padrões atuais. Ter perdido dois ou três filhos era rotina na vida das mulheres com mais de trinta anos.

 Na década de 60, a taxa de fecundidade no Brasil era de 6,3 filhos por mulher. Na década de 70, esse número caiu para 5,8; e em 2000, para 2,3. A tendência da maioria dos países, especialmente os desenvolvidos, é de redução da taxa de natalidade. Na Europa, por exemplo, as taxas de natalidade são muito pequenas: 1,2 na Itália, 1,26 na França, 1,3 na Alemanha, etc. 

 É preciso dizer que as taxas médias de natalidade brasileiras têm caído gradativamente nos últimos cinquenta anos, mas não há necessidade de consultar os números do IBGE para constatarmos que a queda foi muito mais acentuada nas classes média e alta: basta ver a fila de adolescentes grávidas à espera de atendimento nos hospitais públicos ou o número de crianças pequenas nos bairros mais pobres.

 Em 1970, éramos 90 milhões; hoje, temos o dobro da população, parte expressiva da qual aglomerada em favelas e na periferia das cidades. Suécia, Noruega e Canadá conseguiriam oferecer os mesmos níveis de atendimento médico, de educação e de salários para os aposentados, caso tivessem duplicado seus habitantes nos últimos trinta anos?

 Se nossa renda per capita fosse a dos canadenses, a situação seria outra; aliás, talvez tivéssemos que organizar campanhas para estimular a natalidade. O problema é justamente porque somos um país cheio de gente menos abonada, e educar filhos custa caro. Como dar escola, merenda, postos de saúde, remédios, cesta básica, habitação, para esse exército de crianças desamparadas que nasce todos os dias? Quantas cadeias serão necessárias para enjaular os malcomportados?

 É justo oferecer vasectomia, DIU, laqueadura e vários tipos de pílulas aos que estão bem de vida, enquanto os mais necessitados são condenados aos caprichos da natureza na hora de planejar o tamanho de suas famílias?

 Na Conferência Internacional da ONU Sobre População e Desenvolvimento (CIPD) realizada no Cairo em 1994, foi conferido papel primordial à saúde e aos direitos sexuais dos indivíduos, deixando de lado os objetivos puramente demográficos. Isso mostra a tendência mundial em realizar o planejamento familiar para assim poder garantir direitos considerados básicos à vida digna. 

Realizado pelo casal, o planejamento familiar compreende analisar, planejar e tomar as melhores decisões em relação a quantos filhos o casal terá e quando isso deverá acontecer. Hoje, existem diversos meios contraceptivos no mercado, o que nos dá a possibilidade de escolher o momento ideal para termos um filho preservando o nosso bem estar físico e emocional, assim como o da criança, evitando gestações precoce e indesejada e também a taxa de mortalidade infantil e materna. Os métodos contraceptivos pelos quais o casal pode executar o planejamento familiar são pílulas, preservativos, diafragma, espermicidas, etc.

O planejamento familiar é importante para a criança e para os pais. Para a criança, porque esse conjunto de ações proporciona todas as condições básicas de sobrevivência da mesma, como saúde, educação e moradia, etc.

Para os pais, pois eles podem preparar-se melhor para oferecer uma vida e um futuro mais estável para sua família, além de não comprometerem suas carreiras profissionais com o nascimento de um filho. Fora esses benefícios, o planejamento familiar evita abortos e o abandono de crianças.

Fontes de referência:

http://www.brasilescola.com/geografia/planejamento-familiar.htm

http://vilamulher.terra.com.br/a-importancia-do-planejamento-familiar-8-1-52-4.html

http://drauziovarella.com.br/wiki-saude/planejamento-familiar/

Por favor, aguarde enquanto preparamos sugestões de leitura para você...

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comentou em 29/04/2012 15:07
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