Lá vai eu falar de música de novo, não consigo evitar. É verdade, se algum dia alguém quiser fazer um experimento científico comigo me deixe um dia sem ouvir música... Eu fico uma espécie de Dr. Jekyll e Mr. Hyde, d' O Médico e o Monstro ou então um Hulk da vida. É verdade, ficou muito estressada.

Mas sem enrolações, existem músicas que acidental ou propositalmente sofrem interferências um tanto quando inusitadas e que no final dão o toque especial na canção, e acabam virando hit. Muitos clássicos têm alguma particularidade muito sutil e que porém serviu como um degrau até a popularização da música. Para entenderem do estou falando, eis alguns exemplos...

The Beatles - Helter Skelter: umas das música mais loucas dos Beatles, praticamente o esperma do Heavy Metal. Geralmente nessas músicas mais intensas a bateria se sobressai bastante, e segundo a biografia oficial da banda Ringo Starr gravou umas dezoito tomadas de bateria. A utilizada foi justamente a última onde Ringo simplesmente teve um Ataque de Pelanca e berrou "Eu estou com bolhas nos dedos!". Ouça NITIDAMENTE aos 4:24.

 
- The Beatles - Hey Jude: quero acreditar que todo mundo pelo menos uma vez na vida ouviu essa música. Nesse clássico os "erros" são beeem discretos mas se você encostar o ouvido na caixa de som consegue ouvir láá no fundo aos 2:58 Paul McCartney exclamando "Oh, fucking hell!" - eu demorei uns 4 anos para conseguir ouvir! Hehe -, e aos 5:36 dizendo "Pain won't come back". Segundo os engenheiros de som Ken Scott e Geoff Emerick, foi ideia de John deixar o erro na gravação final. Não é boato, EU - uma pessoa de grande credibilidade - OUVI!

 
 
Megadeth - Paranoid: a banda de Dave Mustaine fez uma releitura bem mais rápida e cheia de ódio do clássico do Black Sabbath para um tributo que também contava com Type O Negative, Sepultura, Biohazard, White Zombie, Corrosion of Conformity, Ugly Kid Joe, Faith No More e outros. Nessa loucura toda, o baterista Nick Menza se empolgou e continuou tocando mesmo depois da música acabar - HEHE. Ao final Dave o repreende gritando "Nick... Nick!"
 

- The Police - Roxanne: esta é sensacional! A música é muito boa tanto pelo vocal de Sting tanto pelo instrumental, inclusive há um acorde misterioso no segundo 0:04 que destoa de todo resto. Ele foi resultado de um pequeno acidente onde Sting se sentou sobre um piano com o tampo levantado, ou seja, ele tocou uma nota com a própria bunda! Isso também explica sua risada logo depois.
 
 
Mas a que me levou a escrever este post foi Roquet Queen, do Guns N' Roses - eles de novo Marianna? Éééé. Nessa Axl quis inovar e para compor o instrumental ele "genialmente"  levou uma fulana chamada Adriana Smith para o estúdio e... Pei! Sim, eles transaram e tudo foi gravado! o.O Os gemidos de Adriana serviram para fundo na música e eles podem ser ouvidos cla-ra-men-te. Percebem a minha indignação? Não consigo nem escrever, estou escutando a música neste momento... Enfim, Axl afirma que foi uma ideia premeditada. E eu fiquei chocada quando descobri. Acho... Ousado.
 
 

 

 
 

"Eu escrevi esta canção para esta menina que ia ter uma banda e ia chamá-la de Rocket Queen. Ela meio que me manteve vivo por um tempo. A última parte da canção é a minha mensagem para esta pessoa, ou qualquer outra pessoa que pode tirar algo disso. É como se houvesse uma esperança e uma nota de amizade no final da canção. Para esta canção também havia algo que eu tentei trabalhar com várias pessoas (?!), um ato de sexo gravado. Foi algo espontâneo, mas premeditado, algo que eu queria colocar no álbum."

-Axl Rose em entrevista com os The Gunners, Março de 1988.

 



Steve Thompson, o engenheiro de som do album, disse:

"Axl queria alguns gemidos em Rocket Queen, então ele levou uma garota para o estúdio e fez sexo com ela. Nós acabamos gravando 30 minutos de gemidos. Se você ouvir a música Rocket Queen, está lá."




"A música baseia-se em uma amiga em comum da banda, Barbie, que já aos dezoito anos tinha uma reputação notória. Ela era viciada em drogas e uma 'rainha' do submundo. Por fim, tornou-se uma cafetina, mas Axl teve uma paixão por ela na época. Ouvi dizer que Barbie conseguiu sobreviver depois de todos esses anos."

-Slash em sua Auto-biografia, cap. Você aprende a viver como um animal, pg. 123

 
 
O rock me comove cada dia mais! XOXOXOXOXOXOXO, Mari.
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