Parece que 99,9% dos farmacêuticos no Brasil não leem o Código de Ética Farmacêutica que diz no

Capítulo III

Artigo 15

Parágrafo oitavo:

"É dever do farmacêutico: aconselhar e prescrever medicamentos de livre dispensação nos limites de atenção primária à saúde" – veja código de ética, em anexo, do CFF (conselho federal de farmácia).

 

DESCONHECIMENTO DA LEI POR PARTE DOS CONSELHOS:

Eu estava no CRF-MG conversando com a REPÓRTER responsável por escrever o jornal daquela entidade e ela disse que havia uma prévia em São Paulo para farmacêuticos receitarem anti-inflamatórios e anti-gripal. E esta prévia ia ser aprovada. Não consigo entender como os profissionais (que não leem o código de ética) enviam uma lei para ser votada INFERIOR à uma já existente (QUE É A LEI SUPRACITADA EXISTENTE NO MUNDO INTEIRO). Mostrei para a tal REPÓRTER o código de ética da profissão e ela, deveria ter descrito tal falha no jornalzinho da entidade. Mas não o fez.

Além disto, o Ministério da Saúde, a ANVISA e outros órgãos governamentais imprimiram cartazes com os dizeres (SEGUE EM ANEXO TODOS ELES EM PDF):

 

O segundo cartaz diz o seguinte:

“A automedicação pode fazer mal à sua saúde”

“Nem sempre o medicamento indicado para uma pessoa serve para outra.

Por isso, procure sempre a orientação de um médico, dentista ou farmacêutico.”

 

O quarto cartaz diz:

“Ouça um especialista: seu médico ou farmacêutico. Ninguém, vizinho, colega de trabalho ou irmão, pode substituir seu médico ou farmacêutico na hora de indicar um medicamento.

 

“O quinto cartaz diz:

 “Não confie na propaganda. Em caso de dúvida, consulte o médico ou o farmacêutico.”

ISTO ESTÁ NO SITE DA ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária):

Veja no link abaixo (e em anexo) os cartazes:

http://www.anvisa.gov.br/propaganda/educacao_saude/cartazes_campanha.pdf

 

Agora, não é possível que o pessoal da ANVISA leia o Código de Ética Farmacêutica e o resto dos profissionais não o fazem. O governo federal gasta uma fortuna imprimindo estes cartazes e ninguém os colocou nas portas das farmácias e drogarias.

Bela maneira e prestigiar a profissão!

 

FARMACÊUTICOS DO PAÍS:

Sempre viajei muito. E sempre que mostrei esta lei para farmacêuticos formados nas farmácias que entrei (em mais de 10 estados brasileiros), eles ficavam assustados e fugiam do assunto. Quando não ficavam muito nervosos. Uma farmacêutica em Poços de Caldas (MG) disse para mim: "da maneira como o curso de farmácia é ministrado neste País, nós não podemos cumprir esta lei" . Pelo menos foi humilde para admitir. Mas o problema não é o curso em si. E sim, a farmacologia que falta apenas uma aplicação pequena e prática (que está presente no curso que estou administrando na UNIFAP).

Passei mais de 10 anos da minha vida, pesquisando um curso sério de farmacologia para que farmacêuticos, médicos e enfermeiros possam receitar medicamentos de forma segura. Um médico chegou a dizer para mim saiu da faculdade sem saber a diferença entre cápsula, drágea e comprimido.

 

FARMACÊUTICO PRESCREVENDO MEDICAMENTOS DE TARJA PRETA E VERMELHA NO EXTERIOR: Em 2005, alunos da escola de farmácia da Universidade de Alberta (Canadá) promoveram um movimento para que os farmacêuticos passassem a receitar medicamentos de prescrição, ou seja, aqueles com tarja vermelha e preta. Tal movimento virou lei na província (o que equivale a um estado no Brasil) de Alberta, depois foi aprovada na província de Ontário e, finalmente, virou lei federal em 2008 (muito recentemente). A partir daí, outros países seguiram o exemplo do Canadá: Inglaterra, Escócia, País de Gales, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia, seis estados dos Estados Unidos (a começar pela Flórida e está prestes a se tornar lei federal também nos EUA) e outros. Na França já é bem antigo o farmacêutico prescrever (chamado em inglês de PRESCRIBING PHARMACIST).

E aqui no Brasil? Aqui as coisas são assim: os farmacêuticos não leem o código de ética da profissão (a começar pelo próprio presidente do CFF) senão não procurariam votar uma lei ABSURDA e INFERIOR a uma já existente. Visto que anti-inflamatórios não esteroidais (aspirina, ibuprofeno, etc.) e anti-gripais são medicamentos de livre dispensação e é obrigação dos farmacêuticos receitá-los para evitar a AUTO-MEDICAÇÃO que promove problemas terríveis como Síndrome de Reye, Síndrome de Fanconi, Síndrome de Stevens-Johnson, etc. E por falta de conhecimento, o SENADO APROVOU uma lei para que medicamentos possam ser vendidos de forma livre nas mercearias, supermercados, bancas de revistas, buteco do Sr. José, etc...

Até uma simples Aspirina pode desencadear Síndrome de Stevens-Johnson.

OPINIÃO DE UMA MÉDICA SOBRE OS BALCONISTAS DE FARMÁCIA:

Outro dia, uma médica disse para mim que é um absurdo esta disputa entre farmacêuticos e médicos pelo receituário. E completou: quem é o maior concorrente nosso, são os BALCONISTAS DE FARMÁCIA (muitos deles sem primeiro grau completo). Lembro-me de um amigo que pediu ajuda para a filha de 3 anos. Ela não conseguia evacuar (por causas de fezes endurecidas na região de dissecação). No final da história, ele não acreditou nem em mim e nem no pediatra. Quem resolveu o problema foi o Sr. Raimundo da Farmácia César (Rio Casca – MG) – balconista  há mais de 30 anos (e hoje proprietário do estabelecimento).

E agora há pouco (cerca de 3 horas atrás) estava na farmácia do Supermercado Santa Lúcia e um rapaz estava comprando leite de magnésia para o filho de 1 ano de idade. Este medicamento (de livre dispensação) não é recomendado para crianças tão novas (tema da minha última aula sobre laxantes). E não tinha farmacêutico na farmácia. Apenas balconistas. Esta é a terrível situação da auto-medicação.

Nas farmácias comunitárias dos Estados Unidos a cada 3 pacientes que chegam, 2 estão com problemas relacionados à medicamentos (PRN).

Então, o farmacêutico bem formado é essencial para atender bem a sociedade.

 

ANTIBIÓTICOS DE LIVRE DISPENSAÇÃO:

Sei que

Existem 3 medicamentos que são vendidos para diarreia e v6omitos que são antibióticos de livre dispensação e é obrigação do farmacêutico de receitar (lembrando que está escrito na LEI que é dever deste profissional e não direito. Ele não tem escolha. Ele é obrigado a receitar).

 Visitem o site:

www.protexid.com.br

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Sua opinião:
comentou em 22/08/2013 20:30
Caro Sr. Ricardo,
venho lhe corrigir e advertir que você está cometendo um crime de EXERCÍCIO ILEGAL DA MEDICINA.
FARMACÊUTICO NÃO PODE PRESCREVER! E tão pouco o código de ética permite. O capítulo III dispõe sobre as PROIBIÇÕES dos atos "CAPÍTULO III, Das Proibições, XV. expor, dispensar, ou permitir que seja dispensado medicamento em contrariedade à legislação vigente;
Seu perfil possui questões ético-legais condenáveis ao recomendar tratamentos questionáveis e sem base científica.